Nos últimos anos, a chamada “cultura do cancelamento” ganhou força nas redes sociais. Comentários, opiniões ou atitudes podem gerar julgamentos públicos imediatos, muitas vezes sem espaço para diálogo ou aprendizado. Mas como isso impacta os adolescentes?
A fase da adolescência já é marcada pela busca por identidade, pertencimento e aceitação social. Quando o medo de errar se soma ao receio de exposição e julgamento online, muitos jovens passam a se expressar menos, evitar posicionamentos ou até desenvolver inseguranças mais profundas.
No Ensino Fundamental e no Ensino Médio, essa realidade exige atenção. A escola tem papel fundamental em ensinar responsabilidade digital, empatia e pensamento crítico. Mais do que apontar erros, é necessário trabalhar maturidade emocional, capacidade de diálogo e compreensão das consequências das próprias atitudes.
Em uma escola particular em Diadema, como o Colégio Iemano, o desenvolvimento socioemocional caminha junto com o aprendizado acadêmico. Formar alunos preparados para o mundo atual inclui ensinar que errar faz parte do processo de crescimento — e que conflitos devem ser resolvidos com conversa, não com exposição.
A cultura do cancelamento revela um desafio contemporâneo: como ensinar jovens a conviver com opiniões diferentes, assumir responsabilidades e, ao mesmo tempo, desenvolver segurança para se posicionar?
Educar para o respeito e para o diálogo é preparar para uma sociedade mais equilibrada.

